Nioaque faz parte da História

Nioaque é uma cidade cheia de história para contar, com seus 13.930 habitantes, cresceu muito em relação a tempos anteriores, hoje tem 170 anos de fundação, e é conhecida por sua cultura e seu povo hospitaleiro.

Vários monumentos históricos marcam nossa cidade, e faz-nos lembrar do passado aqui vívido, tempos anteriores aqui teve um destacamento de Polícia, na época denominada Captura, muitas pessoas antigas de Nioaque comentam sua existência, e afirmam que eram bravos, chegando a matar pessoas, e ficava por isso mesmo.

Estamos localizados na região Sudoeste do Estado de Mato grosso do Sul, primeiramente nossa região foi explorada pelos espanhóis, que vinham pelo Paraguai, no começo da colonização brasileira.

No ano de 1840, vindo de Cuiabá, João Gomes, chegou até os rios Miranda e Nioaque, onde ficou.  Em 14 de julho de 1847, foi iniciada uma expedição sob o comando de Joaquim Francisco Lopes, com o objetivo de descobrir uma rota fluvial que ligasse o Estado do Paraná ao Sul de Mato Grosso.   

Joaquim Francisco Lopes, após longas viagens chegou à região onde já se encontrava morando João Gomes. Sem demora, os componentes da expedição estabeleceram nas proximidades o Porto de São João de Antonina, homenagem ao Barão de Antonina, dono de grandes latifúndios na região, que serviria de abrigo para as embarcações que demandassem a Corumbá. Outras famílias, como os Barbosas, os Lopes e os Fernandes afluíram mais tarde àquelas localidades e impulsionaram o crescimento do primitivo núcleo.   

Em 1864, os paraguaios invadiram o Sul de Mato grosso, tomando e saqueando várias cidades de nossa região inclusive Nioaque, que sofreu com duas in vasões durante a Guerra do Paraguai.

 Após ser saqueada e incendiada pelos paraguaios, Nioaque, a partir de 1870, retomou seu ritmo de progresso.   Em 1877, pela Lei Provincial nº 506, de 24 de maio, do Presidente Hermes da Fonseca, era a povoação elevada a Distrito de Paz, sob a denominação de Levergéria justa homenagem a Augusto de Leverger, Barão de Melgaço.

   A 17 de outubro de 1892, o Presidente do Estado, Manoel José Murtinho, negou sanção a uma resolução que restituía à Vila sua denominação primitiva.   

  Não a opinião contrária do Presidente Murtinho, a Lei nº 13, de 26 de outubro de 1892, dá à vila sua denominação originária de “Nioac” atualmente Nioaque.   

   A 26 de outubro de 1894, aparece na vila de Nioaque o primeiro jornal aqui publicado. Intitulava-se “A voz do Sul”, sendo seu redator o Dr. João Cláudio Gomes da Silva. O órgão teve curta existência, pois em 1896 foi retirado de circulação, sendo atirados às águas do rio Nioaque a oficina, o material e o prelo, por um indivíduo que por esta atitude, recebeu o apelido de de Onça Preta.     

   Seu topônimo deriva da palavra tupi-guarani “Anhuac” que traduzida para o Português significa “Clavícula quebrada”. Anhuac, era a designação do rio, hoje Nioaque, que banha a cidade. Sua grafia antiga era “Nioac”.      

   Nioaque hoje é um dos principais patrimônios culturais Estado.

Curiosidade de Nioaque:

  • De Nioaque partiu a ideia de formar uma nova Capital para o Sul de Mato Grosso.  
  • Nioaque tem vários pontos turísticos na qual podemos citar: Praça dos Heróis, Monumento dos dinossauros, no caso também ás pegadas de dinossauro na FZ. Lageado, A nossa belíssima Serra de Maracaju, que da para observar do bairro São Miguel, Morrinho, Córrego Saltinho, povo hospitaleiro, nossa cultura indígena, também temos casarões antigos que vale a pena conhecer.